POEMA ERETO
Concreto é um poema - reto
Muito duro . Feito muro
Meu verbo ereto é concreto
Um muro ; no duro.
C.H.Gonçalves
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
PAPEL
Dê-me, agora - já -
meu personagem.
Eu quero vesti-lo
-experimentá-lo-
criá-lo à minha
insignificante
e vil imagem.
Pelos olhos
adentrar
depois
sentir
o doce
o amargo
dessa alma
que faz-se lida
que acalma a ferida
e que agora se hospeda
neste meu promíscuo corpo
da minha excitante sobre-vida...
C.H.Gonçalves
meu personagem.
Eu quero vesti-lo
-experimentá-lo-
criá-lo à minha
insignificante
e vil imagem.
Pelos olhos
adentrar
depois
sentir
o doce
o amargo
dessa alma
que faz-se lida
que acalma a ferida
e que agora se hospeda
neste meu promíscuo corpo
da minha excitante sobre-vida...
C.H.Gonçalves
CARETA
Um maconheiro: Meu, tenho uma notícia boa e outra ruim para te dar... Qual queres ouvir primeiro?
Outro maconheiro: A boa... Eu curto mesmo é a boa, sacou?
Primeiro maconheiro: O supremo liberou as marchas da maconha.
Segundo maconheiro: Pô, massa. E a ruim?
Primeiro maconheiro: Vamos ter que marchar careta, manjou?
Segundo maconheiro: Pô, sujou.
C.H.Gonçalves
Outro maconheiro: A boa... Eu curto mesmo é a boa, sacou?
Primeiro maconheiro: O supremo liberou as marchas da maconha.
Segundo maconheiro: Pô, massa. E a ruim?
Primeiro maconheiro: Vamos ter que marchar careta, manjou?
Segundo maconheiro: Pô, sujou.
C.H.Gonçalves
domingo, 12 de junho de 2011
NINHO
Quando te restar o chão,
nele, põe teu peso. – Salta!
Cate as estrelas na escuridão.
... no espinho, a derrota reside...
[é meio do caminho]
... Mas [- lembra-te!], na rosa, resta-te, ainda, o perfume...
[faz nela teu ninho]
C.H.Gonçalves
nele, põe teu peso. – Salta!
Cate as estrelas na escuridão.
... no espinho, a derrota reside...
[é meio do caminho]
... Mas [- lembra-te!], na rosa, resta-te, ainda, o perfume...
[faz nela teu ninho]
C.H.Gonçalves
quarta-feira, 8 de junho de 2011
FERA
De tocaia,
pela pele [plástica]
lisa
transparente
minh'alma [elástica]
espreita-te...
... Suga teu ar
inala teu cio
que vaza líquidos
[da fêmea molhada]
que me invade inteiro
faz, da sede, um rio...
Dos poros [arregaçados]
latentes
vicejantes [extasiados]
a alma
se espalha
agarra, envolve, amarra
o ser da tara...
e clama...
e come...
e ama.
depois... [ofegante]
repousa
em tua cama.
C.H.Gonçalves
pela pele [plástica]
lisa
transparente
minh'alma [elástica]
espreita-te...
... Suga teu ar
inala teu cio
que vaza líquidos
[da fêmea molhada]
que me invade inteiro
faz, da sede, um rio...
Dos poros [arregaçados]
latentes
vicejantes [extasiados]
a alma
se espalha
agarra, envolve, amarra
o ser da tara...
e clama...
e come...
e ama.
depois... [ofegante]
repousa
em tua cama.
C.H.Gonçalves
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